Comércio eletrônico nas pequenas e médias empresas: o que fazer para não quebrar?
Postado em February 24, 2010, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
Por que alguns dos pequenos varejistas virtuais quebram no início e o que fazer para mudar esse cenário
Mais uma vez, o comércio eletrônico encerrou o ano com resultados otimistas e cumpriu as perspectivas apontadas pela e-bit. Em 2009, o comércio eletrônico brasileiro somou um faturamento de R$ 10,5 bilhões, sendo R$ 1,6 bi contabilizado apenas no período do Natal, uma das épocas mais movimentadas do ano no varejo.
De olho nesses dados, empresas investem cada vez mais em um mar de oportunidades proporcionado pelos recursos infindáveis da venda online. A internet é um mundo sem limites, isso virou jargão, mas é fato consumado. E, como todo negócio, seja físico ou disposto no ambiente virtual, se não for bem planejado e acompanhar as tendências para ganho de competitividade, pode morrer ou, naturalmente, ficar para trás. Ter uma loja virtual não é a mesma coisa que manter uma loja física. As mudanças no universo online são mais rápidas que as do “mundo real”.
Este artigo tem o propósito de ilustrar porque alguns dos pequenos varejistas virtuais quebram no início e o que fazer para mudar esse cenário, com ideias para fazer valer o investimento. O primeiro passo é o planejamento, enriquecido de pesquisas de mercado, análise de concorrência e planos de expansão alinhados com metas bem definidas, além de muito, muito trabalho e dedicação.
Fatores do fracasso no comércio eletrônico
Alguns dos fatores que contribuem para os problemas vivenciados no e-commerce são:
- Ideia de que o negócio virtual é mais barato, que surge da falta de um plano de marketing e da ausência de pesquisas fundamentadas com profissionais do mercado;
- Investimento em plataformas de tecnologia de baixa qualidade, principalmente pelo preço;
- Pouca análise de concorrência e falta de pesquisa sobre a viabilidade de venda pela web de determinada linha de produtos. As perguntas aqui são: Esse produto vai vender na web? Este produto já está saturado na web? Mesmo que a resposta seja não, o produto é próprio para venda na internet?
- Atendimento falho, que contribui para a insatisfação dos clientes. Dessa forma, eles não são fidelizados;
- Falta de conhecimento e profissionalismo para atuar com a internet.
Abaixo, listo os principais pontos para superar os desafios, mencionados nos itens anteriores.
Dicas para se manter e crescer no comércio eletrônico
Marketing Digital e Redes Sociais
O plano de marketing deve ser muito bem definido e grande parte do investimento feito nele deve ser voltada às mídias digitais e sociais, principalmente quando a marca ainda não é fortemente conhecida entre os consumidores. Aproveite o cliente quando ele está perto do momento de decisão de compra.
Os mecanismos de busca e sites comparadores de preços estão no topo do ranking. Em seguida, boas ações de e-mail marketing, personalizadas e segmentadas, contribuem para uma maior taxa de conversão em vendas no e-commerce. Porém, isso não é regra, há uma necessidade eminente de testar qual ou quais ferramentas de marketing digital são mais adequadas à realidade de cada e-commerce e, a partir daí, então aplicar o que traz mais ROI (Return On Investiment).
Nesse caso, também é preciso contar com a ajuda de profissionais da área para que todo investimento não seja em vão. Ele pode criar ações ainda mais inteligentes para conseguir o melhor retorno sobre o investimento. E, não se esqueça: na internet, tudo pode ser mensurado.
Tecnologia adequada
Em relação ao investimento em tecnologias de comércio eletrônico, mesmo no início, pense em ferramentas que, acima de tudo, sejam completas. Verifique se possuem todas as funcionalidades que o seu negócio demanda. Tenha como base modelos de e-commerce que atuam no mesmo mercado que o seu e já possuem sistemas adequados para o giro do negócio. A plataforma deve estar preparada para integrar-se com ferramentas de análise de resultados na web, como o Google Analytics, por exemplo.
Concorrência, atendimento e fidelização
Na análise de concorrência, veja como as lojas virtuais do mesmo segmento se comportam fora do país. Para isso, faça pesquisas em sites internacionais.
Para fidelizar o cliente, o atendimento é um dos fatores fundamentais. A partir dessa conquista, a probabilidade de viralização (boca a boca) aumenta consideravelmente. O ideal é igualar o atendimento de excelência baseado nos grandes lojistas virtuais. Se a estrutura de atendimento for pequena no início, gerencie a expectativa de seu cliente. Se você já possui um negócio no ambiente físico e quer abrir um comércio eletrônico do mesmo ramo, tem tudo da mão, principalmente a sabedoria de como ter e manter um empreendimento.
Antes de tomar qualquer decisão relacionada à abertura de uma empresa no e-commerce – ou mesmo tomar novas atitudes para alavancar as vendas se você já está presente na internet -, é essencial conversar com pessoas experientes do mercado.
O comércio eletrônico exige tecnologia, agilidade, inovação, parcerias diferenciadas e acompanhamento do perfil do público-alvo. A internet é rápida demais para atuar sozinho. O empreendedor do comércio eletrônico precisa de ajuda profissional para não errar no começo.
Por Natan Sztamfater – diretor da PortCasa.com.br, loja virtual de cama, mesa e banho, e tem especialização em mídias digitais pela FGVCompra de roupa pela internet cresce e marcas investem
Postado em February 24, 2010, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
Leader, Mesbla, Marisa, Renner, C&A, Cantão, Redley, Osklen e Checklist apostam em suas lojas virtuais
O hábito de comprar roupas pela internet ainda é pouco comum no Brasil, mas a evolução do e-commerce e o aumento de marcas especializadas em vestuário e acessórios que apostam neste canal está mudando este cenário. Enquanto empresas como Marisa mostram-se experientes no varejo de moda pela internet, outras se aventuram e começam a lançar suas lojas virtuais ou apostam numa reformulação de seu e-commerce. É o caso de marcas como Marisa, Renner, C&A, Cantão, Redley, Osklen e Checklist.
O segmento de moda e acessórios registrou um crescimento de 108% na variação de pedidos na comparação de outubro de 2009 com o mesmo período do ano anterior. Já o faturamento do varejo de moda no e-commerce obteve alta de 115%, aponta a e-bit. Os números indicam que este mercado ainda tem muito a evoluir no Brasil, especialmente se comparado ao modelo americano.
Nos Estados Unidos, o costume de comprar por catálogos levou o consumidor a aderir mais rapidamente a compra de roupas pela internet. Por aqui, o contexto é diferente. Um dos principais desafios para as marcas é convencer o cliente a abrir mão da experiência de compra no ponto-de-venda, tendo contato direto com os produtos e vendedores, em prol do conforto e da praticidade oferecidos pela internet.
Tamanhos precisam de padronização
Outro obstáculo para a indústria de moda brasileira refere-se à questão da falta de um padrão nos tamanhos. “A grande maioria das empresas não tem padronização. Mas a indústria está se movimentando para mudar isso, visando o mercado internacional. E, uma vez que obtém-se produtos padronizados, o comércio eletrônico vem de carona”, explica Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Pensando nisso, a Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) está definindo novas normas de medidas. A ação em parceria com a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest) começou com a padronização de meias. Desde de julho de 2009 foi colocado em consulta pública o projeto de norma infantil e, nos próximos meses, serão analisados tanto o vestuário masculino quanto o feminino.
No entanto, isto não deve ser encarado como uma barreira para as marcas que desejam vender seus produtos virtualmente. “O Brasil deve uniformizar os tamanhos. Mas a partir do momento que o consumidor tem preferência por uma determinada marca que tem loja física, ele passa a conhecer a sua modelagem e tem mais facilidade para comprar os produtos também pela internet”, acredita Alessandra Marins, consultora e sócia do Instituto Rio Moda, em entrevista ao site.
Mais importante do que a uniformização das medidas é a experiência que se oferece no e-commerce. Atualmente, a tecnologia contribui para aprimorar a compra na internet. Lá fora já é possível, inclusive, ver as peças em uma espécie da avatar que retrata o consumidor, facilitando a escolha. No Brasil, o e-commerce de moda caminha a passos mais lentos, mas tem recebido investimentos maiores nos últimos meses.
Marisa: 10 anos de e-commerce
Ainda sem loja virtual, a Renner planeja entrar no e-commerce nos próximos meses. A estratégia da marca é fundamentada em muita pesquisa e relacionamento com o consumidor. Já a C&A realiza a pré-venda das peças C&A Collection, coleções em parcerias com estilistas brasileiros, como Amir Slama, Reinaldo Lourenço e Isabela Capetto. As marcas têm um concorrente de peso: a Marisa, que completa 10 anos de e-commerce e é uma das pioneiras nesta área. Para acompanhar a evolução do mercado eletrônico, a empresa lançará ainda neste semestre a sua nova loja virtual.
Mensalmente, o canal recebe 1,2 milhão de visitantes e é responsável por 0,7% do faturamento da marca, que conta hoje com 226 lojas físicas e um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão em 2009. Entre os atrativos da loja virtual estão as vantagens oferecidas ao cliente Cartão Marisa. “Sabemos que muitos clientes virtuais são clientes Marisa porque boa parte compra com o cartão da loja, que oferece benefícios como promoções, frete grátis, brindes e descontos”, diz Thiago Barros Pereira, Gerente de e-commerce da marca, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Outro diferencial é a integração entre o e-commerce e as lojas físicas. O cliente que compra pela internet pode trocar a mercadoria em qualquer uma das unidades presentes em todos os estados brasileiros. Além disso, toda vez que uma loja é inaugurada no país, o site oferece descontos para os consumidores. Nos pontos-de-venda da marca, os clientes também encontram materiais de divulgação, assim como algumas roupas têm etiquetas que comunicam a loja virtual.
Cantão e Redley oferecem conveniência
Desde o final de 2009 na internet, o Cantão e a Redley também preocupam-se com a política de troca. As empresas não só permitem que o cliente troque as peças nas unidades físicas, como – a partir de uma parceria firmada com os Correios – coletam os produtos na casa do consumidor e efetuam a troca gratuitamente.
Para oferecer uma experiência de compra agradável e conquistar a confiança dos clientes virtuais, as marcas ainda contam com um guia de medidas para todas as peças e dicas sobre outros produtos para compor o look, além da descrição técnica das peças.
Uma vantagem do e-commerce para as empresas é o tíquete médio elevado em relação ao varejo tradicional. Tanto a Marisa quanto o Cantão e a Redley observam uma alta no valor das compras efetuadas em seu canal eletrônico. “No e-commerce, o internauta tem mais tempo para ver as vitrines virtuais e os detalhes das roupas. A loja virtual também oferece mais variedade do que a física, por uma questão de estoque”, aponta Yan Gracindo, Diretor de Novos Negócios do Cantão e da Redley, durante entrevista ao site.
Jovens são a maioria
Outra justificativa para o aumento do tíquete médio é o fato de que os consumidores costumam comprar várias peças de uma vez só para pagarem apenas um frete ou, até mesmo, ficarem isentos do valor, como acontece na Marisa. “Nas compras acima de R$ 150,00 a entrega é gratuita para o sul e o sudeste. O frete hoje barra as vendas, por isso o cliente prefere juntar todos os itens numa compra só”, conta o Gerente de e-commerce da empresa.
Pereira explica ainda que a loja virtual da Marisa, apesar de ser focada na classe C, assim como as lojas tradicionais, também recebe consumidores com mais poder aquisitivo, interessados nas ofertas. De forma geral, a procura por itens em oferta ou com preços mais baixos é um consenso na internet.
O perfil destes consumidores é, em sua maioria, composto por mulheres jovens, especialmente adolescentes, em busca do chamado fast fashion. Ou seja, a moda rápida, que segue tendências, mas não demanda um grande investimento. “Os consumidores já têm vontade de comprar moda pela internet, especialmente a geração mais nova, que acessa sites internacionais e monitora o que as marcas estão lançando. Procuram produtos mais baratos, se não der certo, vendem para a amiga”, compara a consultora Alessandra Marins.
A procura dos jovens pela moda na internet leva empresas especializadas neste público a investirem no mercado. Ainda este semestre, a carioca Checklist colocará sua loja virtual no ar, depois de muitos pedidos das consumidoras. Já a Osklen reformula o seu e-commerce nos próximos dois meses. Para os que ainda planejam entrar no mercado virtual, Alessandra dá a dica. “É importante que o site tenha personalidade, transmita o lifestyle, a mesma história e o posicionamento da marca para que o consumidor conheça, identifique-se e deseje”.
Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 10/02/2010sylvia@mundodomarketing.com.br
O que 7 gigantes da web estão fazendo para adotar o IPv6.
Postado em February 5, 2010, categoria(s) : E-commerce no Brasil, E-commerce no Mundo.
Google, Microsoft, Twitter, Facebook, eBay, Yahoo e Wikipedia sofrem cada vez mais pressão para se adequar ao novo protocolo da internet.
Cresce a pressão para que os sites mais populares da internet integrem suas redes ao IPv6, o tão aguardado upgrade do principal protocolo da internet, que atualmente está na versão 4.
E essa pressão foi elevada em mais um grau esta semana, com a notícia de que o Google ativou o suporte ao IPv6 para o site de vídeos YouTube. O Google já oferece acesso IPv6 a seu site de buscas e a muitos outros serviços da web.
Conteúdo pronto para o IPv6 é “uma das coisas que precisamos ter”, diz Timothy Winters, um gerente sênior do Laboratório de Interoperabilidade da Universidade de New Hampshire, que testa produtos IPv6. “Com todas essas redes de banda larga sem fio migrando para o IPv6, os provedores de conteúdo não têm escolha a não ser criar conteúdo móvel e oferecê-lo em IPv6″.
Winters lembra que o recente anúncio da operadora americana Comcast, de que está efetuando testes com o IPv6, é outro sinal de que é hora de os sites populares oferecer suporte ao IPv6.
“Estamos começando a ver grandes sites adotando o IPv6″, conta Winters, que lembra que a empresa de aluguel de vídeos online Netflix fez uma demonstração de uso de IPv6 no ano passado. “É muito fácil ativar o suporte ao IPv6 em um servidor web… O maior problema está no software cliente. É por isso que muitos sites, como o Google e o Netflix, criam instalações IPv6 à parte. Se você tem um endereço IPv6, é para eles que você vai, porque as empresas não querem que o site fique lento.”
O eBay, por exemplo, já roda IPv6 em laboratório e planeja estender o novo protocolo a sua rede corporativa interna ainda este ano. Já o site público eBay será atualizado para uma solução ‘dual-stack’, de combinação de protocolos IPv6 e IPv4, em 2011.
Próxima geração
“O IPv6 é a próxima geração. É o futuro da internet, pelo menos para aquelas pessoas que querem ver a internet continuar a crescer e que querem fazer parte de sua infraestrutura”, diz Peter Manzella, diretor sênior de serviços globais de rede do eBay. “É óbvio que estamos nessa.”
Manzella diz que até agora a equipe de serviços de rede do eBay não enfrentou problemas nos testes com o IPv6.
“Não esperamos ter dificuldades”, diz. “Precisamos é entender o IPv6. Queremos nos certificar de que a transição, quando ocorrer, será transparente… Há algumas questões de segurança que precisamos testar… Precisamos tomar as precauções necessárias para garantir que nossa comunidade terá uma experiência segura no site.”
O IPv6 resolve um sério problema que ISPs e outros operadores de rede têm de enfrentar desde já: a escassez de endereços IPv4. As combinações de endereços deverão se esgotar definitivamente em 2012. Em janeiro de 2010, menos de 10% dos endereços possíveis estavam livres para uso.
O IPv4 usa endereços de 32 bits, o que permite cerca de 4,3 bilhões de dispositivos endereçáveis na internet. Já o IPv6, por sua vez, usa endereços de 128 bits, e pode abarcar tantos dispositivos que somente uma expressão matemática – 2 elevado à potência de 128 – pode quantificar seu tamanho.
John Curran, presidente e CEO da American Registry for Internet Numbers (ARIN), conclama os sites web a habilitarem o acesso IPv6 em suas instalações até 1.º de janeiro de 2010. A ARIN distribui intervalos de endereçamento IPv4 e IPv6 a provedores de internet na América do Norte.
Saiba o que sete dos principais domínios da internet estão fazendo em relação ao IPv6.
1. Google
Líder absoluto na adoção do IPv6, o Google ativou o protocolo em seus produtos Search, Alerts, Docs, Finance, Gmail, Health, iGoogle, News, Reader, Picasa, Maps, Wave, Chrome e Android. Na semana passada, o Google ativou o suporte a IPv6 ao YouTube. Engenheiros do Google disseram que a empresa quer ter todo seu conteúdo pronto para o IPv6 quando os provedores de internet começarem a atribuir endereços IPv6 a seus clientes.
2. Facebook
Com mais de 350 milhões de usuários ativos – 65 milhões deles acessando o site por meio de dispositivos móveis – o Facebook está planejando a adoção de IPv6 nativo em seu backbone. O Facebook diz querer suportar tanto clientes IPv4 como IPv6. Um porta-voz da empresa disse que o Facebook “espera suportar totalmente as requisições nativas IPv6 provenientes de usuários entre junho e julho de 2010.”
3. eBay
Líder em comércio eletrônico, o eBay mantém uma instalação IPv6 em operação em seu laboratório, e vai levar o protocolo a sua rede corporativa interna nos próximos seis ou oito meses, diz Manzella. “Em relação ao site eBay.com, nós daremos início a uma abordagem em etapas para migrar para o IPv6 no fim deste ano”, diz. “O trabalho deverá ser finalizado no meio do ano que vem.”
4. Yahoo
O Yahoo é um participante ativo da comunidade IPv6, que discute o tema nos encontros da Internet Society e do Grupo de Operadores de Rede da América do Norte (Nanog, na sigla em inglês). A empresa começou o pareamento de IPv6 ao redor do mundo com vários provedores de internet. A empresa ainda não abriu o acesso IPv6 aos usuários, mas um porta-voz da empresa disse que o portal planeja ativar o IPv6 “tão cedo quanto possível”.
5. Microsoft
A Microsoft opera dois dos sites mais populares da internet: o Windows Live (que inclui o serviço de busca Bing) e a Microsoft Network, também conhecida como MSN. Apesar de a Microsoft não ter respondido a nossas perguntas sobre quando os dois sites serão habilitados para o IPv6, pudemos descobrir que havia tráfego IPv6 vindo dos números de sistema autônomo que congregam esses sites. Também descobrimos que a Microsoft se engajou em acordos de pareamento IPv6 com pelo menos nove operadoras ao redor do mundo, incluindo a Hurricane Electric, a rede de backbone IPv6 líder da internet.
6. Wikipedia
A enciclopédia online gratuita não revelou quando seu site vai suportar IPv6. Mas a Wikipedia habilitou o IPv6 em seu servidor de e-mail e em sua aplicação de rastreamento de bugs em 2008. Outros serviços, como lists.wikimedia.org, svn.wikimedia.org e download.wikimedia.org, também podem ser encontrados via IPv6. Há três anos, em 2006, a Wikipedia ativou serviços IPv6, mas decidiu desligá-los por causa de problemas de desempenho.
7. Twitter
O Twitter não comentou seus planos para IPv6. Em agosto de 2009, 19% dos americanos disseram usar o Twitter, de acordo com pesquisa da Pew Internet Life. Esses usuários usam mais dispositivos móveis que a média dos usuários da internet – 40% deles acessam a internet via celulares e smartphones. Com base nessa estatística, conclui-se que o Twitter está sob intensa pressão para oferecer suporte a IPv6 antes que as operadoras como a Verizon nos EUA coloquem em operação suas redes móveis de próxima geração, que vão demandar suporte a IPv6.
Fonte: IDG Now – Por Network World/EUA
5 sites que ajudam a preservar sua reputação online.
Postado em February 4, 2010, categoria(s) : Sem categoria.
Comentários impensados e fotos mal escolhidas podem arruinar um negócio ou um emprego, mas ferramentas da web ajudam a evitar isso.
Basta entrar com seu nome no Google para conferir: todo mundo tem uma reputação online. Se é assim, é melhor que você tome conta dela, sob risco de ter seus dados bisbilhotados e julgados por professores, empregadores, parentes e quem mais se interessar.
Conferir o que há publicado sobre você por aí parece trabalhoso. Mas a boa notícia é que não existe apenas o Google. Diversos sites especializados permitem que a pessoa avalie o que existe sobre ela em blogs, listas de discussão, redes sociais como o Facebook e microblogs como o Twitter.
Com tais informações, o internauta pode reconsiderar as informações que mantêm publicadas nesses serviços, ou talvez alterá-las para que reflitam melhor a postura que deseja ter diante das pessoas com quem se importa.
De tão badalada, a reputação online rendeu até uma carreira: a de gerente de reputação online – ORM, na sigla em inglês. Sua função é lidar com conteúdo gerado por amadores na internet, seja em blogs particulares ou em fóruns e redes sociais.
Quer se manter atualizado sobre o que blogueiros, tuiteiros e outros estão dizendo sobre você online? Conheça cinco ferramentas gratuitas que fazem mais para ajudá-lo a defender sua reputação na internet.
::Addict-o-matic: digite seu nome no site, e você verá as citações mais recentes, organizadas em caixas, a partir dos sites Bing, Google Blog Search, Twitter, YouTube, Digg, Flickr, FriendFeed, Bloglinks e outros. O Addict-o-matic também deixa que você personalize sua página de resultados adicionando, eliminando ou rearranjando as caixas na tela.
::SocialMention: O SocialMention é uma plataforma de análise e busca em redes sociais que reúne e apresenta conteúdo gerado por usuários. Ele permite acompanhar e medir o que as pessoas estão dizendo sobre você, sua empresa, seu produto, etc, em tempo real. O site combina informações de mais de 100 sites de mídia social, incluindo Twitter, Facebook, FriendFeed, YouTube, Digg e Google. Você também pode programar alertas para uma palavra-chave – o SocialMention vai entregar os resultados diariamente em sua caixa postal.
::Technorati: É uma ferramenta de busca para blogs. Você tem duas opções de busca: por menção do nome de alguém, ou por blogs que pertencem a alguém em específico. Outros sites para busca em blogs são o BlogPulse e o BackType.
::TweetBeep: é como um Alerta Google para o Twitter. O site manda um e-mail a você sempre que alguém tuitar seu nome, empresa ou produto (você também pode rastrear quem está tuitando seu site ou blog, mesmo se estiver usando uma URL como ow.ly ou bit.ly). Experimente também o Twitter Search.
::Yasni: o Yasni é um motor de busca de pessoas que oferece uma visão das redes associadas de alguém, incluindo contatos, fotos e outras informações publicamente disponíveis. Na busca por um nome, o Yasni agrega citações de sites como o LinkedIn, o Google, a Amazon, o Technorati e outros.
Como seria um mundo sem a Microsoft?
Postado em January 28, 2010, categoria(s) : E-commerce no Brasil, E-commerce no Mundo.
Uma nova era de inovação – ou caos em TI. Será que aplicações web poderiam substituir o Windows?
Esse é o tipo do exercício mental que atiça a curiosidade. Como seria a vida sem o Microsoft Windows? Para o pessoal do software livre e de código aberto, o sumiço do Windows – e, por consequência, o fim da hegemonia da Microsoft no mundo dos PCs – significaria uma espécie de renascimento para a tecnologia da informação. O software poderia finalmente estar livre das amarras corporativas que têm suprimido a inovação e usurpado o que há de melhor e mais brilhante nas pessoas.
Tal pensamento é incrivelmente crédulo, para dizer o mínimo. Em vez de liberar a tecnologia da informação (TI), o ocaso da Microsoft poderia jogar a indústria em um redemoinho apocalíptico de proporções bíblicas – não há lugar para visões hippies utópicas aqui. A saída de mercado da gigante de Redmond poderia causar um rompimento no cenário computacional de hoje, e questões como compatibilidade e interoperabilidade voltariam a um tipo de caos no estilo do Velho Oeste, algo nunca visto desde os tempos das três grandes do DOS: Lotus, WordPerfect e Ashton-Tate.
Não vá acreditar que a web iria de alguma forma preencher o vazio causado pelo fim do Windows. Apesar de o Google ter um bom discurso sobre a suplantação de modelos tradicionais de computação por um paradigma centrado na web, a verdade é que o pessoal de Mountain View não é menos sinistro quando se trata de planos grandiosos para dominar o mundo. A ascensão do Google – ou de qualquer competidor com presença dominante no mundo da cloud computing – deveria ser percebida como uma ameaça potencial à independência da TI. Como diz o ditado, nunca ponha todos os seus ovos de TI na cesta de um único fornecedor.
Mas vale ponderar as implicações de um mundo sem aquele logotipo brilhante e colorido do Windows. Um mundo onde os padrões são efêmeros e onde a criatividade e a inovação circulam de forma selvagem e desenfreada. Aqui, apresentaremos a visão da vida sem o Windows.
Aplicações cliente: dê adeus à consistência
O cenário das aplicações cliente será quase irreconhecível em um mundo pós-Microsoft. A depreciação do código legado em Windows API, somada à mudança rumo a um modelo de entrega totalmente baseado na web, vai abrir as comportas da inovação – e criar dores de cabeça em massa para o pessoal de suporte, que deve agora enfrentar a rica variedade de projetos de interface e de implementações que definem a experiência do usuário nas aplicações web.Basicamente, você pode dar adeus à consistência. Com os desenvolvedores livres para criar suas próprias primitivas de interface, muitas decisões arbitrárias vão cavar seu caminho rumo ao grande inconsciente das interfaces de usuário. Passos para completar tarefas básicas – por exemplo, a manipulação e a formatação de listas de dados – vão variar enormemente entre implementações. E, embora as metáforas comuns da web (hiperlinks, form fields) continuem a funcionar como esperado, construções mais exóticas – como a versão ‘webificada’ de uma paleta de ferramentas – vão oferecer modos incrivelmente diversos de interação. Você ainda terá de clicar em coisas (ou, mais provavelmente, tocá-las na tela com o dedo ou uma caneta), mas o resultado de suas ações será tudo menos previsível.
A integração de aplicações será outro ponto problemático. Com OLE, COM e VBA fora do páreo, o trabalho de troca de dados entre aplicações cairá numa mistura de JavaScript e vários recursos e APIs baseados em nuvem. Em alguns casos – mais notavelmente, suítes de aplicações de um único fornecedor –, esta integração irá ocorrer de modo transparente na retaguarda. No entanto, sem um padrão robusto e amplamente adotado para troca de dados, será difícil atingir tal integração entre os vários silos específicos dos fornecedores que formarão as futuras instalações de cloud computing.
Um aspecto positivo do futuro das aplicações cliente pós-Microsoft será a eliminação do modelo tradicional de distribuição de software. As equipes de TI não terão mais que rastrear e gerenciar uma gigantesca biblioteca de aplicações instaladas em redes de PCs. Com tudo vindo da nuvem, os dias de pacotes MSI corrompidos e do inferno de DLLs que falham também serão coisa do passado. Toda sua infraestrutura de aplicação será totalmente dependente da conexão permanente à nuvem, o que fará da internet em si seu novo calcanhar de Aquiles.
Resumindo: espere por um aumento nos custos de suporte e de treinamento para dominar as funções mais comuns entre aplicações diferentes. Você também poderá querer atualizar seu plano de contingência para incluir os cenários de pesadelo pré-apocalíptico onde um operador de escavadeira derruba toda sua infraestrutura de TI, agora dependente da nuvem, com um movimento errado de sua poderosa pá.
Ferramentas para desenvolvedores: expurgos sangrentos e guerras de API serão os novos padrões
Tal como no caso das aplicações cliente, o cenário das ferramentas para desenvolvedor será profundamente alterado pelo declínio inevitável da API Win32. Os programadores vão enfrentar uma diversidade de decisões novas e potencialmente críticas de projeto, incluindo como criar uma interface funcional em um mundo onde as regras do velho Windows não mais se aplicam. O potencial para liberdade de expressão e de inovação verdadeira vai precisar ser equilibrado com a realidade de ter que testar mais e de assegurar que sua última ideia para um novo paradigma de interface revolucionária funcionará nos sistemas mais obscuros.
Um de seus primeiros desafios será atingir o nível de riqueza de interface do usuário com que você aprendeu a se acostumar na era pré-declínio do Windows. AJAX, CSS e HTML terão percorrido um longo caminho desde os dias em que YouTube e Facebook eram nomes familiares. No entanto, essas e outras tecnologias similares da web ainda serão restritas pelas limitações do modelo de documentos sobrepostos (underlying documents). E com as agências regulatórias decidindo pelo banimento do Adobe Flash (e soluções similares da RIA) para o bem da internet – que já estava entrando em colapso, sob o estresse de um quatrilhão de anúncios animados de Viagra – você poderá descobrir que as opções para a criação de uma interface atraente serão limitadas a imagens GIF estrategicamente posicionadas, tags DIV, e algum uso inteligente de bordas e sombras em tabelas HTML.
Outro problema será como integrar as aplicações recém-projetadas à web. A troca de dados na retaguarda por meio de APIs será predominante, cada uma com seu próprio grupo de fãs fervorosos, portanto será preciso escolher de forma sábia. A última coisa que você quer é que sua aplicação matadora feita para mudar o mundo seja relegada à obscuridade por causa da falta de interoperabilidade com o resto da nuvem.Há um lado bom. A ausência do Windows significa que você nunca mais terá de se preocupar se há, no PC, a versão correta de uma DLL ou biblioteca crítica, e que é necessária para sua aplicação funcionar. Da mesma forma, o debate do tipo ovo-e-galinha sobre o framework .Net será finalmente resolvido (em favor da galinha). No entanto, os dias da interface padronizada já não existirão, e isso fará com que o trabalho de criação de aplicações consistentes, e que interajam com o usuário e com outras aplicações de maneira previsível, seja muito mais desafiador.
Ecossistema de hardware: o caos até que um novo senhor apareça
Talvez a consequência mais forte dessa onda de choque pós-Windows será sentida no mercado de hardware e de periféricos para PC. A ausência de um sistema operacional dominante causará uma fratura no cenário antes homogêneo de drivers para dispositivos, e os fabricantes irão à caça das plataformas populares do momento ao mesmo tempo que rejeitarão sua base legada. Plug and play (conecte e use) será substituído por “plug and pray” (conecte e reze) à medida em que os consumidores frustrados lutam para combinar seus aparelhos com as respectivas escolhas em sistema operacional, ao mesmo tempo que imaginam se irão lamentar suas escolhas quando a próxima onda de desenvolvimento disruptivo vier.
Neste mundo caótico da hiperinovação, os fabricantes vão procurar se alinhar com os líderes de mercado do momento. Os produtos serão julgados não por seus recursos ou qualidade de design, mas por quantos logos de “funciona com x” e “pronto para y” serão possíveis de serem colados em suas caixas. A compra de um novo produto se tornará uma partida doentia de Sudoku, em que os clientes lutarão para alinhar os valores de vários componentes no padrão correto de sequência. O sucesso virá quando alguém encontrar um grupo de produtos complementares que ostentem pelo menos um logo comum de programa de certificação – uma espécie de novo Santo Graal da TI pós-Windows.
A boa notícia é que a natureza não admite vácuo. Em algum momento, novos concorrentes emergirão para redefinir o ecossistema de hardware de PC em torno de suas plataformas particulares. Isso, por sua vez, vai causar um terremoto nas comunidades de hardware e software, e aquelas que apostarem na plataforma errada vão cair pelo caminho. Mas a questão real será: que tipo de força este novo líder ascendente mobilizará? Ele seguirá os passos da Microsoft e usará sua força de definição de padrões para elevar o nível do mercado? Ou adotará a estratégia da IBM dos anos 1980 e tentará consolidar suas garras da morte por meio de travas proprietárias e outras práticas anticompetitivas?
Resumo: só porque o Windows saiu de cena, não quer dizer que você deverá esperar um período de renascença na inovação em hardware. O mundo pós-Microsoft parecerá mais com um pesadelo caótico, cheio de feudos de fabricantes concorrentes e de tecnologias isoladas por muros – em outras palavras, um retorno à Idade Média do hardware para PC.
Abandonai as esperanças?
O quadro pintado aqui é, de fato, sombrio. Caos. Confusão. Um retrocesso às bizarrias que definiam a computação pessoal antes da ascensão da Microsoft.
No entanto, ainda pode haver esperança no horizonte. O Google pode provar ser um melhor líder da era pós-Microsoft do que predissemos aqui (apesar de seu recente confronto com a China ainda não inspirar muita confiança). Talvez o Google ajude a estabelecer padrões para a apresentação de dados e de conteúdo de aplicações por meio de interfaces centradas na web. Até a mudança para um ecossistema de hardware centrado em um sistema não-Windows poderá se mostrar menos disruptivo do que imaginamos – desde que se mantenha a tendência atual rumo aos aparelhos integrados e tudo-em-um (netbooks, tablet PCs).
Talvez as coisas funcionem bem. Ou talvez – e este é o cenário que consideramos mais provável – a Microsoft continue a cooptar cada tecnologia emergente e de mudança de paradigmas e aumentar sua força de base instalada de Windows para manter as comunidades de software e hardware focadas naquele logo brilhante e colorido. Quem prefere a estabilidade ao caos e a mudanças disruptivas sabe o futuro que quer ter.
Mercado digital começa 2010 com boas oportunidades de emprego no Brasil.
Postado em January 18, 2010, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
Setor que empregou cerca de 6 mil profissionais no ano passado sugere um ano promissor: em apenas quatro empresas, as vagas abertas já somam 30.
O avanço das redes sociais e das tecnologias móveis no Brasil ampliou a participação das agências digitais e dos desenvolvedores especializados no mercado digital. Combinando tecnologia da informação, comunicação e marketing, as empresas buscam em uma escala maior profissionais pró-ativos e com capacidade de interagir com os novos meios.
E, para os que buscam novos desafios, 2010 começa promissor. Uma rápida consulta feita pelo IDG Now! constatou que apenas quatro empresas somam 30 vagas disponíveis.
As pesquisas refletem essa movimentação. Em dezembro de 2009, a Associação Paulista das Agências Digitais (APADi) divulgou um levantamento sobre o mercado digital de São Paulo, tido como o maior do país.
De acordo com a pesquisa, as agências digitais paulistas deverão registrar um aumento de quase 16% sobre o faturamento do ano de 2008 (o balanço final de 2009 ainda não foi realizado).
A associação calcula que o faturamento de 2009 tenha ficado na ordem de 405 milhões de reais, ante os 350 milhões registrados em 2008.
Há vagas
Não é só. No ano de 2009, cerca de 6 mil profissionais foram empregados pelas empresas da área digital. Os serviços que mais demandaram profissionais foram os de programação, criação e manutenção de redes sociais e campanhas online.
Segundo a associação, as ofertas de searching, mídia e mobile marketing também merecem destaque. Em comunicado à imprensa, o presidente da associação, Cláudio Coelho, lembra que, além de este crescimento já ser expressivo, é preciso lembrar que 2009 foi um ano difícil em todos os setores da economia mundial.
Se mesmo com a crise econômica ainda assustando as companhias, o ano terminou com êxito, como serão as contratações para 2010?
“O mercado de 2010 promete bastante, em especial na área de prestações de serviços e de mídia social. Os salários também serão maiores do que os do ano passado, variando entre 6 e 8 mil reais para um programador de Flash, por exemplo”, explica Coelho.
Muitas agências acabam terceirizando os serviços em outros estados, onde existe mão de obra disponível. Segundo o presidente da APADi, a mão de obra em São Paulo é escassa.
Fonte IDG Now!
Novas Marcas usando o e-Hub e a e-Plataforma.
Postado em January 11, 2010, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
2010 entrou e a Fusão da e-Plataforma com o e-Hub se concretizou ainda mais com os novos clientes entrando nesse primeiro trimestre.
Mesbla, C&A, Leader Magazine, entre outros estão entrando com força total….
Aguardem novas notícias que vão arrebentar a boca do balão….
Equipe e-Hub.
E-commerce prevê 4 milhões de novos consumidores
Postado em December 9, 2009, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
O comércio eletrônico prevê fechar 2009 com um faturamento de R$ 10,5 bilhões e 4 milhões de novos e-consumidores. Na avaliação de Sandra Turchi, superintendente de Marketing da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a facilidade da classe C em obter cartões de crédito e parcelar suas compras, nos últimos anos, tornou-se um elemento importante para o comércio digital.
Segundo Sandra, o e-commerce é um grande impulsionador de negócios, inclusive entre as Pequena e Micro Empresas (PMEs). “O Brasil apresenta 11,5 milhões de compradores on-line, com um tíquete médio de R$ 323 por compra. Para o Natal, a tendência é que a média chegue a R$ 346″, destaca, acrescentando que os prazos de pagamento são mais longos do que em lojas físicas, o que viabiliza as compras.
Sobre as PMEs, Sandra ressalta que, enquanto 90% das grandes empresas utilizam internet, essa porcentagem cai para 71% no setor. “É fundamental que as PMEs explorem o universo digital. Atualmente, 80% da renda obtida em e-commerce pertencem às grandes empresas do setor. Temos que ampliar sua participação, de 20% a até 30% em 2010″, observa.
O comércio eletrônico apresenta inúmeras vantagens e oportunidades, como significativa redução de custos comparando às lojas físicas, além de estar disponível 24 horas e em qualquer lugar do mundo. Entretanto, há pontos a serem revistos para que os consumidores sintam-se mais à vontade para efetuar compras on-line. Entre eles, a confiança nos serviços financeiros de pagamento, além da segurança e cumprimento de prazos nas entregas.
A possibilidade de comercializações via internet já é considerado um diferencial de empresas entre seus concorrentes. Entretanto, isso não basta: “é necessário inovar dentro do leque de opções, especialmente, as ferramentas disponíveis no website. Isso inclui disponibilidade de catálogos, listagens, suporte técnico, além das redes sociais – a tão comentada web 2.0. Esses fatores são considerados primordiais para a presença digital, pois seguem uma das principais premissas dos executivos da área, de que “a melhor maneira de encontrar seu cliente é ser encontrado por ele”, finaliza.
Fonte: Investimentos e Noticias
Mesbla prepara volta como loja online destinada a mulheres
Postado em November 17, 2009, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
Nova empresa licencia marca de Mansur para montar operação focada em consumidoras; versão de testes deverá estrear no final de novembro.
A Mesbla, famosa varejista nas décadas de 70 e 80, prepara uma volta ao mercado brasileiro, desta vez em um serviço de comércio eletrônico focado exclusivamente na comercialização de produtos para mulheres.
Uma empresa chamada TeleMercantil, formada exclusivamente para montar uma operação de e-commerce focada no universo feminino, fechou contrato com a família Mansur, detentora da marca Mesbla, para explorar o nome em um site com previsão de lançamento para testes no final de novembro.
Segundo o diretor executivo da TeleMercantil, Steve Chen, o contrato com a família Mansur permite que a marca seja utilizada por vinte anos e prevê compartilhamento do faturamento do serviço. O executivo não informou o valor do investimento feito pela TeleMercantil.
Chen explica que a operação online da Mesbla não tem relação com as dívidas acumuladas pela companhia na década de 90, quando foi comprada por Ricardo Mansur. Em 1999, tanto a Mesbla como o Mappin faliram, com credores entrando na Justiça para reaver dívidas que chegavam a 1 bilhão de reais.
“A empresa que faliu foi a Mesbla Departamentos. A Mesbla S.A. continuou sendo atualizada (no Instituto Nacional da Propriedade Industrial) todo ano desde então”, o que fez com que marcas do grupo, como Tucano, Anexo e Alternativa, além da própria Mesbla, continuassem em posse de Mansur e não envolvidas na dívida bilionária, explica Chen.
Assim como a família Mansur, empresas parceiras no lançamento da Mesbla na internet, como a eHub para logística, Esfera para administração e divisão contábil e J3P para comunicação, CRM e SAC, receberão porcentagens sobre o faturamento da operação.
O primeiro estágio da operação da Mesbla online deve começar no final de novembro, quando o site de e-commerce será aberto para cerca de 75 mil consumidoras selecionadas que poderão testá-lo.
A Mesbla usará este período como um exercício para a entrega e envio de produtos, explica o diretor de atendimento da J3P, Giuliano Pereira. “Existe uma grande preocupação, já que a força da marca Mesbla é muito grande. Não queremos errar”.
Segundo o Pereira, o grupo será selecionado entre leitoras do Bolsa de Mulher, portal gerenciado pela holding Ideiasnet voltado ao mundo feminino que fechou parceria com a TeleMercantil.
Após os testes, a TeleMercantil pretende abrir o acesso da Mesbla para o público em geral em abril de 2010. Atualmente, Pereira contabiliza cerca de 60 fornecedores que já assinaram com contrato com a companhia.
Segundo o executivo da J3P, a operação online da Mesbla pretende atingir um perfil feminino que definiu como “mulher-ponto-com”: “uma mulher atuante, mãe, executiva, que quer tempo pra ficar com filho e marido e viajar”, fugindo do estereótipo da mulher dona de casa.
A estratégia terá dois desdobramentos evidentes: a Mesbla online “não terá eletrodomésticos da ‘mulher na cozinha’, mas aparelhos para o bem estar feminino, como depiladores, celulares, tocadores de MP3 e chapinha” e contará com conteúdos complementares às informações dos produtos, com dicas sobre moda, decoração, cosméticos, perfumaria, maquiagem e cabelo.
“Como existe tanto uma lacuna de serviço para mulheres (das classes) A e B como tendência de crescimento no consumo online pelas mulheres, surgiu a ideia de transformar a Mesbla em um portal da ‘mulher-ponto-com’”, explica.
Atualmente, o site da Mesbla conta apenas com uma introdução que permite que fornecedores interessados em comercializar seus produtos se cadastrem para que sejam avisados sobre o início da operação.
Natal promete vendas aquecidas para o comércio eletrônico
Postado em November 16, 2009, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
Estudo da e-bit diz que setor terá ao menos R$ 1,63 bilhão de faturamento no período. Analista da Câmara-e.net acredita no dobro de receita.
Superação da crise financeira internacional, bons indicadores econômicos e disposição para o consumo. Com esses ingredientes na mesa, o setor de comércio eletrônico espera um bom desempenho neste final de ano.
Em 2008, o faturamento no período de compras relacionado ao Natal – entre 15 de novembro e 24 de dezembro – ficou em 1,25 bilhão de reais, crescimento de 15% em relação a 2007, segundo estudo da e-bit. Este ano, as vendas natalinas devem ser 30% maiores do que as registradas em igual período de 2008 e alcançar 1,63 bilhão de reais, ainda de acordo com a consultoria.
Já a estimativa de faturamento da Câmara de Comércio Eletrônico (Camara-e.net ) é bem mais otimista . Enquanto no final de 2008 o contexto do consumo não era dos melhores, agora o mercado vive um período aquecido, o que justifica mais compras, segundo Gastão Mattos, consultor do Movimento Internet Segura, da Câmara-e.net.
“Temos notícias positivas sobre a economia nos jornais, o que afeta a psicologia do consumidor, que quer aproveitar as ofertas e comprar”, aponta Mattos. Por isso, o executivo prevê faturamento de nada menos que 2,5 bilhões de reais no final de ano, o dobro do registrado em 2008.
O diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti, explica que a previsão da consultoria – otimista, mas bem menos que a da Câmara – se baseia na melhora do cenário econômico. “Em 2009 a expectativa de consumo é maior, certamente há mais pessoas propensas a comprar”, diz.
A e-bit faz a projeção com base em informações obtidas por questionários respondidos por internautas após o processo de compra em cerca de 2.100 lojas virtuais ser finalizado. Entre as questões, que envolvem satisfação com a loja virtual, a que mais é levada em conta nas previsões é a que se refere ao valor da compra. No Natal, não há grande variação do gasto médio online em relação ao resto do ano, segundo Guasti. “Se acontecer, é coisa de 10% a 20%”.
Desempenho no ano
Em 2008, o comércio eletrônico brasileiro movimentou 8,2 bilhões de reais, segundo a e-bit. Para 2009, o faturamento do ano deve chegar a 10,5 bilhões de reais, ou 28% superior ao do ano anterior.
Esse ritmo deve se manter nos próximos anos, acredita Mattos. “Hoje, o que justifica o crescimento do comércio eletrônico é a crescente migração dos consumidores para o virtual, já que a economia não cresce com a mesma velocidade.”
Segundo a e-bit, até o final de 2009 serão 17 milhões de brasileiros fazendo compras pela internet, número 25% maior que os 13,2 milhões que compraram em lojas virtuais em 2008. E Mattos é otimista. “Pelo potencial de nosso mercado, podemos alcançar até 30 milhões nos próximos cinco anos”, prevê.
O ano que está para terminar marcou também a chegada de lojistas tradicionais, como a Casas Bahia, à internet – o que é ótimo para a saúde do setor. “A entrada de novas companhias tem favorecido a melhor distribuição do mercado. Hoje nós falamos das 20 maiores lojas dividindo 70% do faturamento”, diz Mattos.
Em relação a produtos, Guasti e Mattos contam que um dos grandes sucessos de 2009 foi a linha branca – como geladeiras e fogões -, favorecida pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outras categorias, como a de livros – que lidera o consumo no ano todo – e eletrônicos, devem estar entre as 10 maiores no Natal.