Arquivo(s) de November, 2009
Mesbla prepara volta como loja online destinada a mulheres
Postado em November 17, 2009, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
Nova empresa licencia marca de Mansur para montar operação focada em consumidoras; versão de testes deverá estrear no final de novembro.
A Mesbla, famosa varejista nas décadas de 70 e 80, prepara uma volta ao mercado brasileiro, desta vez em um serviço de comércio eletrônico focado exclusivamente na comercialização de produtos para mulheres.
Uma empresa chamada TeleMercantil, formada exclusivamente para montar uma operação de e-commerce focada no universo feminino, fechou contrato com a família Mansur, detentora da marca Mesbla, para explorar o nome em um site com previsão de lançamento para testes no final de novembro.
Segundo o diretor executivo da TeleMercantil, Steve Chen, o contrato com a família Mansur permite que a marca seja utilizada por vinte anos e prevê compartilhamento do faturamento do serviço. O executivo não informou o valor do investimento feito pela TeleMercantil.
Chen explica que a operação online da Mesbla não tem relação com as dívidas acumuladas pela companhia na década de 90, quando foi comprada por Ricardo Mansur. Em 1999, tanto a Mesbla como o Mappin faliram, com credores entrando na Justiça para reaver dívidas que chegavam a 1 bilhão de reais.
“A empresa que faliu foi a Mesbla Departamentos. A Mesbla S.A. continuou sendo atualizada (no Instituto Nacional da Propriedade Industrial) todo ano desde então”, o que fez com que marcas do grupo, como Tucano, Anexo e Alternativa, além da própria Mesbla, continuassem em posse de Mansur e não envolvidas na dívida bilionária, explica Chen.
Assim como a família Mansur, empresas parceiras no lançamento da Mesbla na internet, como a eHub para logística, Esfera para administração e divisão contábil e J3P para comunicação, CRM e SAC, receberão porcentagens sobre o faturamento da operação.
O primeiro estágio da operação da Mesbla online deve começar no final de novembro, quando o site de e-commerce será aberto para cerca de 75 mil consumidoras selecionadas que poderão testá-lo.
A Mesbla usará este período como um exercício para a entrega e envio de produtos, explica o diretor de atendimento da J3P, Giuliano Pereira. “Existe uma grande preocupação, já que a força da marca Mesbla é muito grande. Não queremos errar”.
Segundo o Pereira, o grupo será selecionado entre leitoras do Bolsa de Mulher, portal gerenciado pela holding Ideiasnet voltado ao mundo feminino que fechou parceria com a TeleMercantil.
Após os testes, a TeleMercantil pretende abrir o acesso da Mesbla para o público em geral em abril de 2010. Atualmente, Pereira contabiliza cerca de 60 fornecedores que já assinaram com contrato com a companhia.
Segundo o executivo da J3P, a operação online da Mesbla pretende atingir um perfil feminino que definiu como “mulher-ponto-com”: “uma mulher atuante, mãe, executiva, que quer tempo pra ficar com filho e marido e viajar”, fugindo do estereótipo da mulher dona de casa.
A estratégia terá dois desdobramentos evidentes: a Mesbla online “não terá eletrodomésticos da ‘mulher na cozinha’, mas aparelhos para o bem estar feminino, como depiladores, celulares, tocadores de MP3 e chapinha” e contará com conteúdos complementares às informações dos produtos, com dicas sobre moda, decoração, cosméticos, perfumaria, maquiagem e cabelo.
“Como existe tanto uma lacuna de serviço para mulheres (das classes) A e B como tendência de crescimento no consumo online pelas mulheres, surgiu a ideia de transformar a Mesbla em um portal da ‘mulher-ponto-com’”, explica.
Atualmente, o site da Mesbla conta apenas com uma introdução que permite que fornecedores interessados em comercializar seus produtos se cadastrem para que sejam avisados sobre o início da operação.
Natal promete vendas aquecidas para o comércio eletrônico
Postado em November 16, 2009, categoria(s) : E-commerce no Brasil.
Estudo da e-bit diz que setor terá ao menos R$ 1,63 bilhão de faturamento no período. Analista da Câmara-e.net acredita no dobro de receita.
Superação da crise financeira internacional, bons indicadores econômicos e disposição para o consumo. Com esses ingredientes na mesa, o setor de comércio eletrônico espera um bom desempenho neste final de ano.
Em 2008, o faturamento no período de compras relacionado ao Natal – entre 15 de novembro e 24 de dezembro – ficou em 1,25 bilhão de reais, crescimento de 15% em relação a 2007, segundo estudo da e-bit. Este ano, as vendas natalinas devem ser 30% maiores do que as registradas em igual período de 2008 e alcançar 1,63 bilhão de reais, ainda de acordo com a consultoria.
Já a estimativa de faturamento da Câmara de Comércio Eletrônico (Camara-e.net ) é bem mais otimista . Enquanto no final de 2008 o contexto do consumo não era dos melhores, agora o mercado vive um período aquecido, o que justifica mais compras, segundo Gastão Mattos, consultor do Movimento Internet Segura, da Câmara-e.net.
“Temos notícias positivas sobre a economia nos jornais, o que afeta a psicologia do consumidor, que quer aproveitar as ofertas e comprar”, aponta Mattos. Por isso, o executivo prevê faturamento de nada menos que 2,5 bilhões de reais no final de ano, o dobro do registrado em 2008.
O diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti, explica que a previsão da consultoria – otimista, mas bem menos que a da Câmara – se baseia na melhora do cenário econômico. “Em 2009 a expectativa de consumo é maior, certamente há mais pessoas propensas a comprar”, diz.
A e-bit faz a projeção com base em informações obtidas por questionários respondidos por internautas após o processo de compra em cerca de 2.100 lojas virtuais ser finalizado. Entre as questões, que envolvem satisfação com a loja virtual, a que mais é levada em conta nas previsões é a que se refere ao valor da compra. No Natal, não há grande variação do gasto médio online em relação ao resto do ano, segundo Guasti. “Se acontecer, é coisa de 10% a 20%”.
Desempenho no ano
Em 2008, o comércio eletrônico brasileiro movimentou 8,2 bilhões de reais, segundo a e-bit. Para 2009, o faturamento do ano deve chegar a 10,5 bilhões de reais, ou 28% superior ao do ano anterior.
Esse ritmo deve se manter nos próximos anos, acredita Mattos. “Hoje, o que justifica o crescimento do comércio eletrônico é a crescente migração dos consumidores para o virtual, já que a economia não cresce com a mesma velocidade.”
Segundo a e-bit, até o final de 2009 serão 17 milhões de brasileiros fazendo compras pela internet, número 25% maior que os 13,2 milhões que compraram em lojas virtuais em 2008. E Mattos é otimista. “Pelo potencial de nosso mercado, podemos alcançar até 30 milhões nos próximos cinco anos”, prevê.
O ano que está para terminar marcou também a chegada de lojistas tradicionais, como a Casas Bahia, à internet – o que é ótimo para a saúde do setor. “A entrada de novas companhias tem favorecido a melhor distribuição do mercado. Hoje nós falamos das 20 maiores lojas dividindo 70% do faturamento”, diz Mattos.
Em relação a produtos, Guasti e Mattos contam que um dos grandes sucessos de 2009 foi a linha branca – como geladeiras e fogões -, favorecida pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Outras categorias, como a de livros – que lidera o consumo no ano todo – e eletrônicos, devem estar entre as 10 maiores no Natal.
Por Lygia de Luca, do IDG Now!
Lucro líquido do Mercado Livre é de US$ 9,9 milhões no terceiro trimestre
Postado em November 11, 2009, categoria(s) : Sem categoria.
O aumento na quantidade de produtos vendidos no site de comércio eletrônico no período foi 43,4%, em comparação com a mesma época de 2008.
O site de comércio eletrônico MercadoLivre.com registrou o lucro líquido de 9,9 milhões de dólares no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 67,7% em relação ao mesmo período de 2008. A receita da empresa aumentou 25,7% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, somando 50,6 milhões de dólares.
O aumento na quantidade de produtos vendidos foi de 43,4%, na comparação entre o terceiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2008.
O dinheiro transacionado com a venda de 8 milhões de produtos no site entre julho e setembro de 2009 alcançou 791 milhões de dólares, alta de 34% em comparação com o ano anterior.
O total de usuários cadastrados no serviço, ao final do período, ficou em 40,2 milhões, número 25,6% maior que os 32 milhões registrados em 2008. A inclusão de internautas à base do site, contudo, foi menor – 2,4 milhões em 2009, enquanto o ano passado recebeu 3,9 milhões de novos cadastros.
O resultado envolve todas as operações do MercadoLivre.com na América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela) e na América Central (Costa Rica, República Dominicana e Panamá).
Por Redação do IDG Now!
Google cria buscador para sites de comércio eletrônico
Postado em November 5, 2009, categoria(s) : E-commerce no Mundo.
Ferramenta tem interface de programação que permite que os varejistas digitais personalizem a aparência de seus resultados na pesquisa.
O Google lançou nesta quinta-feira (5/11) um serviço de busca voltado especialmente aos grandes sites de comércio eletrônico, o Google Commerce Search. Entre as opções de recursos preparadas estão o verificador ortográfico do Google, com reconhecimento de sinônimos.A ferramenta será vendida a partir de 50.000 dólares por ano e será destinada aos principais varejistas digitais de cada país onde o Google opera.Trata-se de um serviço hospedado e integrado ao Centro de Atendimento e Pesquisa da companhia de internet. Com o Google Merchant Center (formalmente chamado Google Base), os varejistas online enviam seus dados de catálogo para serem rastreados na internet. Uma vez encontradas, as mercadorias aparecem no site de busca de produtos do Google. Esta ferramenta é uma reação da empresa a sites como Shopping.com e Shopzilla.com.
“A maioria dos sites hoje não apresenta boa pesquisa. Ao acessar um canal de comércio eletrônico, você não pôde entrar no termo da busca exatamente do jeito como ele é descrito pelo catálogo da pesquisa dos varejistas”, explica o gerente de produto do Google Enterprise Search, Nitin Mangtani.
O Commerce Search é um serviço implementado por meio de um painel de administração. Além de incluir uma interface de programação que permite que os varejistas on-line personalizem a aparência de seus resultados na pesquisa, o lojista tem a possibilidade de criar promoções para que determinados itens apareçam no topo dos resultados.
Google montou um site que mostra a nova ferramenta de pesquisa em tempo real: www.googlestore.com. O novo serviço não substitui o servidor de uma empresa comercial, apenas a parte de pesquisa.